sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

As diversas críticas sobre o Behaviorismo.

Quando se trata do tema Behaviorismo na academia parece acontecer um "fenômeno" de repulso nos estudantes, uma das variáveis influenciadoras deste "fenômeno" talvez seja as informações errôneas, ou a falta de informações sobre o tema Behaviorismo radical, como foi explicitado no primeiro post do blog o objetivo de estudo dessa vertente psicológica é o comportamento humano, bom, antes de mais nada vamos aos poucos desmistificar alguns erros e equívocos sobre essa abordagem.

Crítica: O Behaviorismo nega a existência da "mente". 
Explicação: O Behaviorismo utilizas se de uma proposta externalista para explicar os comportamentos, quando falamos que nos comportamos devido a nossa mente estamos dizendo que; primeiramente existe algum organismo que nos controla dentro de nós, que determina nossa "personalidade", o que somos ou deixamos de ser, temos um outro problema no sentido da utilização do termo mente, não se pode toca la, modifica la, pois simplesmente não sabemos aonde ela se localiza, está dentro de nós? Em algum lugar de nossos cérebros. Por fim a utilização do termo implica em complicações e embaraços na explicação real do comportamento, o que o Behaviorismo defende é que não necessitamos de explicações internas e mentalistas para explicar o comportamento. Mente é um termo utilizado pela comunidade verbal, não que seja sem importância, mas que vem dizer muito sobre a cultura em que estamos inseridos mais do que precisamente o motivo de nossos comportamentos.
Crítica: O Behaviorismo nega a importância dos sentimentos.
Explicação: Não, o behaviorismo e principalmente a análise comportamental clínica destina grande importância aos sentimentos, pois são frutos também de contingências ambientais e nós apreendemos a sentir tão quanto a ser da forma como somos, os sentimentos são formas de se comportar privadamente, ou, internamente, e é tão físico quanto uma dor de dente, são mais difíceis de serem observados e relatados.
Crítica: O behaviorismo é um modelo simplista.
Explicação: O Behaviorismo é um modelo de explicação externa e complexa do comportamento humano, sem dar menos importância a variáveis internas, nossos comportamentos são multideterminados o que nos torna indivíduos complexos.
Crítica: O behaviorismo trata o ser humano comparado a um animal (especificamente um rato de laboratório) manipulável.
Explicação: Muitíssimo pelo contrário, os estudos de laboratório são para mostrar os princípios utilizáveis práticos e básicos ao comportamento como unidade de estudo. E não para dizer que somos como animais, ou nos comportamos como tal, nós somos como descrito anteriormente indivíduos complexos e temos ao nosso "favor" o operante verbal que foi adquirido através da evolução e nos favorece a comunicação e aquisição de novas habilidades comportamentais.
Crítica: O behaviorismo nega a intencionalidade das nossas ações, somos meros robôs.
Explicação: Nós somos seres intencionais, a visão comportamental difere das outras quando o assunto é intenção no seguinte sentido: Nós temos um histórico de aprendizagem, somos seres sociais que aprendemos por diversos meios, regras, modelação, modelagem e por exposição direta a contingências, por esses motivos nossas intenções são também determinadas pela nossa história de vida, nossas tendências a nos comportarmos ou escolhermos entre uma coisa ou outra são frutos de nossas experiências, nossas "intenções" sofrem influência do ambiente em que estamos expostos.


Existem diversas outras críticas que poderiam ser rebatidas e explicadas nesse texto, mas vamos nos contentar com apenas estas que a meu ver são as menos exploradas e as mais gritantes.

















































quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os níveis de seleção.


Os 3 níveis de seleção..

Algo sobre os três níveis de seleção do comportamento:

Esse texto tem o objetivo de discutir um pouco mesmo que superficialmente os três níveis de seleção básicos do comportamento, primeiramente nós vamos identificá-los, depois descrevê-los e dar exemplos. São eles, filogenético, Cultural e Ontogenético.
O primeiro nível de seleção do comportamento é o FILOGENÉTICO, que são comportamentos que a nossa espécie (estamos falando de comportamento humano) tem em comum, são selecionados e determinados pelas necessidades na historia de cada espécie, chamamos esses comportamentos de inatos, ou seja, não necessitam de aprendizagem prévia para serem emitidos (produzidos), exemplo: O comportamento de sugar o leite materno emitido pelos bebes quando recém nascidos é um exemplo de comportamento selecionado pela espécie, certamente indivíduos que não sugavam não conseguiam sobreviver. 


O nosso segundo item, ou segundo modelo de seleção é o ONTOGENÉTICO, esse nível corresponde a comportamentos individuais, ou seja, fazem parte de um repertório de comportamentos de cada individuo apreendidos durante a história de vida de cada um de nós através de uma série de contingências[1] pelas quais fomos expostos. Exemplo: imaginemos a seguinte situação hipotética, uma criança está em um supermercado com sua mãe, quando este vê uma caixa de bombons, então ele pede para a mãe pegar a caixa e escuta um “NÃO” de sua mãe, e então começa uma série de “chiliques”, ou comportamento indesejados da parte da criança, a mãe fica com pena e enfim pega a caixa e coloca na mão da criança.
Acabamos de ler um exemplo de reforço positivo para o comportamento de choro e chilique da criança, isso quer dizer que em uma situação futura a probabilidade da mesma criança fazer chilique quando escutar um não é grande, lembremo-nos que neste exemplo tratas se de um efeito a curto prazo.


Enfim, chegamos ao terceiro nível de seleção aqui discutido, o nível CULTURAL, enquanto a Contingência é o nível de seleção base para todo comportamento individual, a meta contingência é a unidade capaz de explicar comportamentos grupais, são práticas que são selecionadas por uma cultura específica, estamos lidando com:
Entrelaçamento de contingências individuais que em longo prazo produzem conseqüências para todo o grupo.

Exemplo: o comportamento da maioria dos condutores de veículo no DF de parar na faixa.



Os níveis de seleção do comportamento são unidades que utilizamos para estudar e explicar a aquisição de comportamentos.


[1] Circunstancias mantedoras do comportamento específico.

domingo, 7 de novembro de 2010

UMA BREVE INTRODUÇÃO


Esse blogger tem a intenção de discutir temas pertinentes à perspectiva comportamental, ou Análise do Comportamento e suas aplicações práticas. Aqui trataremos de temas como clínica, sociedade/cultura, enfim, tudo que envolve comportamento humano.
Daremos início com uma breve explanação do que é o termo behaviorismo, seus percussores e afins. O termo behaviorismo é de origem Inglesa, cunhado inicialmente por Watson no início do século XX. Segundo Maria Amélia Matos o behaviorismo “foi difundido para tomar como seu objeto de estudo o comportamento, ele próprio, e não como indicador de alguma outra coisa, como indício da existência de alguma outra coisa que se expressasse pelo ou através do comportamento” [1]. Essa afirmação se refere a uma ciência monista [2]·.
Apartir dos estudos de Ivan Petrovich Pavlov, e de outros filósofos Watson fundamentou o que chamamos de “Behaviorismo Metodológico, por volta de 1945. Um de seus marcos (e alvo das maiores criticas da época) foi seu experimento com uma criança, que ficou conhecido com o experimento do “Pequeno Albert”, onde utiliza-se princípios de condicionamento (emparelhamento de estímulos) para explicar à aquisição da resposta de medo (sendo o medo um comportamento também aprendido).
Skiner. B.F deu início ao que chamamos de “Behaviorismo Radical (radical da palavra behavior), que é a proposta de filosofia sobre o comportamento humano e não a ciência do mesmo, sendo um dos seus principais feitos foi acrescentar ao estudo do behaviorismo o condicionamento operante como forma de interação do organismo com ambiente gerador de um comportamento que por sua vez é mantido por uma conseqüência última.
Para finalizar é importante ressaltar que o estudo do comportamento humano visa identificar e entender as reais causas do nosso comportamento e intervir para a melhor qualidade de vida dos indivíduos.


[1] MATOS, Maria Amélia. Behaviorismo metodológico e behaviorismo radical. Disponível em: http://www.terapiaporcontingencias.com.br/pdf/outros/behaviorismo_metodologico_behaviorismo_radical.PDF.

[2]  Qualquer das doutrinas que negam a dualidade do espírito e da matéria.